sábado, 12 de março de 2011

Oque é a alegria ?


Às vezes, quando estou sozinho, pergunto-me. O que é a alegria? A esta palavra talvéz possamos associar uma gargalhada, um sorriso, uma história com piada, uma gargalhada ou o humor. Pelo menos, tenho me apercebido de uma certa obrigação para a boa disposição quando estou (estamos) com outras pessoas. É natural, não querermos mostrar antipatia. Mas, não é disso que falo. Falo de outra coisa. Da obrigação de provar aos outros que somos alegres com o medo de mostrar alguma tristeza. Esta obrigação, pelo menos a mim, desgasta-me. Rouba-me a alegria. Ainda no outro dia perguntaram a um jesuíta se era feliz. Pensei eu, naqueles breves instantes: Deixa-me lá ver como é que ele vai responder. Ainda não, respondera com enorme naturalidade. Vivo com o desejo e luto por vir a ser inteiramente feliz. – Acrescentara. Que descanso e que paz ouvi nestas palavras. A naturalidade é um dos sintomas da pessoa alegre que vive sem fingimento. A alegria não está conquistada, vai sendo. Uma das coisas que me ajuda para a alegria é os últimos minutos antes de me deitar. Procuro evitar perguntas enganadoras. O dia deu-me prazer? Gostei do dia? Correu bem ou correu mal? Talvez seja preciso outro critério. Não é se senti prazer, mas se me entreguei às coisas com amor. Talvez não seja o gosto, só pelo gosto (e se sentir gosto, óptimo), mas perceber para aonde é que me levou o dia: fiz-me próximo ou fechei-me? Não importa se correu bem ou mal, mas se de facto cresci com o dia e se ele teve qualidade. Tenho experimentado que a alegria passa por uma leitura positiva e proveitosa do dia. Ainda há pouco passava as mãos pela página vinte e dois. “A alegria não é o mesmo que contentamento. Podemos sentir-nos pouco contentes em relação a muitas coisas, mas, mesmo assim, a alegria lá está, porque provém da certeza do amor de Deus por nós.”

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